A noite deste sábado será, provavelmente, mais escura do que as habituais. Das 20h30min às 21h30min, em todo o mundo, as luzes dos principais monumentos e prédios públicos serão apagadas. O movimento mundialmente conhecido como ‘Hora do Planeta’ é promovido pela organização não governamental WWF (World Wildlife Fund – traduzindo significa Fundo Mundial da Natureza). Pelo terceiro ano consecutivo a ação tem como objetivo demonstrar, através da simplicidade do apagar das luzes, a preocupação mundial com o aquecimento do planeta Terra. Em Natal, pontos turísticos e comerciais terão luminárias apagadas durante uma hora.
De acordo com o secretário adjunto de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Eugênio Bezerra, Natal foi a quinta capital brasileira a aderir oficialmente ao movimento. “Este é o segundo ano que Natal participa da Hora do Planeta. Também participamos em 2010. Além de apagarmos as luzes de prédios, monumentos e pontos turísticos, promoveremos apresentações culturais sustentáveis”, afirmou.
Luzes do Pórtico dos Reis Magos (na entrada da cidade), fachada do Palácio Felipe Camarão (sede da prefeitura), Torre do Parque da Cidade (em Candelária), Árvore de Natal e Reis Magos (Mirassol) e Machadão serão apagadas. As apresentações culturais sem uso de fontes de energia elétrica serão promovidas pela Fundação Capitania das Artes (Funcarte) no entorno da Árvore de Natal, em Mirassol, durante a Hora do Planeta. Foram convidados os grupos Pau e Lata e a bateria da Escola de Samba Balanço do Morro, campeã do carnaval 2011.
Os três maiores shoppings da cidade – Midway Mall, Praia Shopping e Natal Shopping – apagarão as luzes das fachadas e alguns lojistas irão utilizar velas para iluminar os estabelecimentos comerciais como forma de apoio ao movimento. O funcionamento dos serviços nos shoppings permanece inalterado. Dos 167 municípios que compõem o Rio Grande do Norte, somente um, ale´m de Natal, aderiu ao movimento que foi Apodi.
O Governo do Estado, porém, não assinou a adesão oficial ao movimento junto a WWF Brasil. O diretor técnico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema RN), Jamir Fernandes, explicou que determinadas instituições do governo não podem aderir devido à necessidade permanente de iluminação, como hospitais e delegacias. Afirmou, entretanto, que o órgão desenvolve ações permanentes de conscientização ecológica.
Para a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, a atitude de apagar as luzes durante uma hora é espontânea. Empresas, instituições e pessoas aderem preocupadas com o aumento da temperatura no planeta. “O gesto de apagar as luzes é simbólico e possível em todo o mundo, e nos une em torno da necessidade de preservarmos nosso planeta”, afirmou.
A assessoria de imprensa da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), afirmou que a Companhia irá participar da Hora do Planeta apagando as luzes das sedes administrativas em Natal e no interior. As unidades operacionais permanecerão em atividade normal para que o abastecimento de energia não seja interrompido.
movimento
- Em 2010, mais de um bilhão de pessoas em 4.616 cidades, em 128 países, apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.
- Em Natal, as luzes de prédios públicos, monumentos e fachadas de prédios comerciais serão apagadas. Nos shoppings, não haverá alteração no funcionamento ao público. Veja abaixo quais pontos participarão do movimento.
- Pórtico dos Reis Magos, na entrada de Natal;
- Árvore de Natal e Reis Magos, em Mirassol;
- Torre do Parque da Cidade, em Candelária;
- Fachada do Palácio Felipe Camarão (sede da prefeitura);
- Machadão (em Lagoa Nova);
- Fachadas dos shoppings Midway Mall, Natal Shopping e Praia Shopping;
- Óticas Diniz;
- Tattoo Brasil do Praia Shopping.
eventos
- Em Ponta Negra, o bar Taverna Pub terá um decoração especial com velas durante a Hora do Planeta.
- Na praça da Árvore de Natal, em Mirassol, a bateria da Escola de Samba Balanço do Morro e o grupo de percussão Pau e Lata fará a animação dos presentes com instrumentos que não dependem de energia elétrica.
no mundo
Centenas de ícones turísticos serão apagados, entre os quais a Golden Gate e o Empire State Building, nos EUA, a Cidade Proibida, em Pequim, a Torre Eiffel, em Paris, a Torre de Pisa, na Itália, a catedral de Helsinki, o Palácio de Buckingham, em Londres, o Portão de Brandemburgo, em Berlim e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Antes, só quem tinha voz eram poucos que de alguma forma estavam ligados a redes de emissoras de televisão, rádio ou jornal, o cidadão comum não tinha a chance de se expressar, denunciar ou reivindicar para muitas pessoas. Hoje, com advento da internet, qualquer um pode expor suas idéias, opiniões e indignações, mesmo nos países com sistemas mais repressores. Através de sites, blogs, youtube e redes sociais, são criados movimentos sociais, denúncias contra injustiças, crimes e outros desmandos.
Um vídeo exposto na internet percorreu o mundo sendo acessado inúmeras vezes, reacendendo o debate e a preocupação para um fenômeno violento que afeta crianças e jovens em todo mundo, o bullying. O vídeo mostra um garoto que depois de muito tempo sofrendo as agressões do bullying - sem que nenhum adulto percebesse ou tomasse alguma providência para por fim as agressões - reage violentamente e revida atacando o seu opressor. O garoto recebeu o apelido "Zangief kid" onde a tradução seria mais ou menos o pequeno Zangief, que foi considerado um lutador (mito comunista) que tinha um golpe parecido com o aplicado por Casey(o garoto que revidou o bullying violentamente). Muitos viram no ocorrido a realização dos seus sonhos, a vingança! O garoto deixou de ser vítima e adquiriu status de um ídolo internacional, pois no mundo todo ocorre bullying e a internet propiciou ao mundo todo o acesso ao vídeo. Mas e aí? É a violência pela violência? E se ao invés de ter arremessado seu carrasco no chão ele estivesse armado e matado além dos praticantes do bullying , atirasse também em outros alunos "inocentes"(como posso falar em inocentes se outros assistiam a tudo e não denunciaram? Os outros alunos foram omissos e coniventes com a violência)?
Mas o que é o Bullying?
No site Brasil Escola encontramos a definição do que é o bullying:
Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.
Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Os alunos devem denunciar, os professores, coordenadores, supervisores, diretores e pais devem estar atentos para perceberem qualquer evidência de ocorrência do Bullying, e tomar as devidas providências.
A conscientização é essencial, mas o que o bullying reflete? Será que o Bullying não é um reflexo da nossa sociedade? Será que os valores que esse "mundo" - individualista, consumista (ao extremo), onde quase tudo é descartável, que em seus games matar, roubar e espancar gera "pontos" - não está contribuindo para essa onda de violência?
Parece que estamos mergulhados num vazio proporcionado por uma sociedade extremamente individualista, onde não se respeitam os direitos humanos, mas ao contrário, tudo ( ou quase tudo incentiva a violência), desde a infância os games violentos ganha mais pontos quem mata, espanca ou rouba mais... Um consumismo exacerbado, onde você é o que você compra e ostenta, também é o mundo do descartável, tudo é descartável, daí o meio ambiente sofrer tanto...
Será que as relações sociais, a dignidade do ser humano, o próprio ser humano também não estão ameaçados a serem descartáveis? E se as nossos jovens acreditarem que uma pessoa é descartável?
Onde está a tolerância? Pois o que vemos é que, quem não está "dentro" do padrão ditado pela "moda" é excluído e perseguido, o magro, o gordo, o baixo, o alto, pobre, o negro, o branco, entre outros, se o ser humano é tão diverso em formas fisícas (altura, cor, peso, etc.) e maneiras de ser, como pode a moda "padronizar" o ser humano? O que faz as pessoas aceitarem essa "padronização"?
É necessário a discussão em todos os setores da sociedade sobre como esses fatores influenciam o aumento da violência na sociedade, violências doméstica, no trânsito e inclusive o caso do bullying.
Em alguns lugares do Brasil já existem leis, veja o caso de Curitiba:
Leis Anti-Bullying
Tive conhecimento recentemente sobre a Lei municipal de Curitiba que trata sobre o Bullying, logo, fiquei curioso e fui procurar outras legislações.
Realmente, acabei encontrando leis bem semelhantes nos municípios de Vitória, Rio de Janeiro e São Paulo.
A nossa grande preocupação é que, com a intenção de conter o bullying, as legislações acabam autorizando um controle de "pequenos agentes perigosos", vigiados desde sempre. Aliás, como já disse Foucault, a escola também é um local de controle e condicionamento, assim como o cárcere.
Achei interessante transcrever a legislação de Vitória, trata-se da Lei 7.952/2010.
No município do Rio de Janeiro - Lei 5.089/2009
Município de Curitiba - Lei 13.632/2010
Município de São Paulo - Lei 14.957/2009.
LEI Nº 7.952
Autoriza o Executivo a instituir o Programa de Combate ao Bullying, de ação interdisciplinar e de participação comunitária, nas escolas de ensino fundamental do Município de Vitória. O Prefeito Municipal de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo, faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono, na forma do Art. 113, inciso III, da Lei Orgânica do Município de Vitória, a seguinte Lei:
Art. 1º. Fica autorizado o Poder Executivo a instituir o Programa de Combate ao Bullying, de ação interdisciplinar e de participação comunitária, nas escolas de ensino fundamental do Município de Vitória.
Parágrafo único. Entende-se por Bullying, atitudes de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, praticadas por um indivíduo (bully) ou grupos de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimida-la ou agredila, causando dor e angústia a vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
Art. 2º. A violência física ou psicológica pode ser evidenciada em atos de intimidação, humilhação e discriminação, entre os quais:
I – insultos pessoais;
II – comentários pejorativos;
III – ataques físicos;
IV – grafitagens depreciativas;
V – expressões ameaçadoras e preconceituosas;
VI – isolamento social;
VII – ameaças;
VIII – pilhérias.
Art. 3º. O Bullying pode ser classificado em três tipos, conforme as ações praticadas:
I – sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
II – exclusão social: ignorar, isolar e excluir;
III – psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar,
dominar, infernizar, tiranizar, chantagear e manipular.
Art. 4º. VETADO.
Art. 5º. São objetivos do programa:
I – prevenir e combater a prática de Bullying nas escolas;
II – capacitar docentes e equipe pedagógica para implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema;
III – incluir no Regimento escolar, após ampla discussão, regras normativas contra o Bullying;
IV – esclarecer sobre os aspectos éticos e legais que envolvem o Bullying;
V – observar, analisar e identificar eventuais praticantes e vítimas de Bullying nas escolas;
VI – discernir, de forma clara e objetiva, o que é brincadeira e o que é Bullying;
VII – desenvolver campanhas educativas, informativas e de conscientização com a utilização de cartazes e de recursos de áudio e audiovisual;
VIII – valorizar as individualidades, canalizando as diferenças para a melhoria da auto-estima dos estudantes;
IX – integrar a comunidade, as organizações da sociedade e os meios de comunicação nas ações multidisciplinar de combate ao Bullying;
X – coibir atos de agressão, discriminação, humilhação e qualquer outro comportamento de intimidação, constrangimento ou violência;
XI – realizar debates e reflexões a respeito do assunto, com ensinamentos que visem à convivência harmônica na escola;
XII – promover um ambiente escolar seguro e sadio, incentivando a tolerância e o respeito mútuo;
XIII – propor dinâmicas de integração entre alunos e professores;
XIV – estimular a amizade, a solidariedade, a cooperação e o companheirismo no ambiente escolar;
XV – orientar pais e familiares sobre como proceder diante da prática de Bullying;
XVI – auxiliar vítimas e agressores.
Art. 6º. VETADO.
Art. 7º. Fica autorizada a realização de convênios e parcerias para a garantia do cumprimento dos objetivos do programa.
Art. 8º. A escola poderá encaminhar vítimas e agressores aos serviços de assistência médica, social, psicológica e jurídica, que poderão ser oferecidos por meio de parcerias e convênios.
Art. 9º. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da data de sua publicação.
Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio Jerônimo Monteiro, em 11 de junho de 2010.
O jornal Tribuna do Norte publicou hoje em sua versão on line uma matéria que trata da rabeca, um instrumento da cultura popular, arte de construir e de tocar o instrumento, também é um instrumento de transformação social, vale a pena ler.
O poder de transformar a sociedade através da arte rende frutos concretos e duradouros em qualquer lugar do mundo, sobretudo quando iniciativas são realizadas com conhecimento de causa e compromisso. Quando a comunidade onde estão inseridas participa, o alcance dessas iniciativas ganham proporções que contrariam até a tendência do ‘curso natural das coisas’. Caso do bairro de Felipe Camarão, zona Oeste de Natal, que até pouco mais de oito anos só era notícia nas páginas policiais e visto pela opinião pública como um lugar violento e sem perspectiva para seus moradores.
fotos:junior santos
Em encontro de rabecas no IFRN, herdeiros da tradição de expoentes brasileiros, entre eles o luthier paulista Fábio Vanini e o tocador Maciel Salu, reforçam a longevidade do instrumento de origem moura
O quadro mudou com a chegada do Conexão Felipe Camarão. Hoje o lugar é visto como um celeiro importante da identidade cultural da capital potiguar, e o projeto sociocultural é responsável por tirar do ostracismo Mestres da Cultura Popular como Manoel Marinheiro (do Boi de Reis), e evidenciar o trabalho do mamulengueiro Chico Daniel, ambos já falecidos, entre outros personagens não menos interessantes como o Mestre Cícero da Rabeca – na ativa do alto de seus 87 anos.
Além de investir em aspectos culturais, o Conexão também abriga uma oficina de luteria, cujo intuito é oferecer nova oportunidade profissional para interessados na arte de construir instrumentos. A partir desse viés, a sede do projeto sediou, na manhã de ontem (23), o “Encontro Rabeca e Rabequeiros”, evento realizado em parceira com o IFRN – Cidade Alta que reuniu participantes do projeto, luthiers profissionais, aprendizes e expoentes da rabeca.
A secretária Estadual de Educação, Betânia Ramalho, também prestigiou o evento e ouviu algumas sugestões da coordenadora do Conexão Felipe Camarão sobre a sistematização do ensino musical no currículo escolar: “A Cultura não pode ser abordada em separado das outras disciplinas, o currículo escolar precisa ser descompartimentado para abarcar essa nova necessidade do ensino. Existe mercado para músicos, atores... são profissionais como qualquer outro”, garante Vera Santana. “A presença do IFRN abre caminho para maior profissionalização técnica dos artistas”, acredita a coordenadora do Conexão.
Liceu de artes
Segundo o diretor do Campus IFRN-Cidade Alta, Lerson Maia, a parceria começou a ser construída a cerca de um ano, e significa um retorno às origens do ensino técnico no Estado: “Há cem anos, o Liceu da Artes, como ficou conhecido a Escola de Aprendizes Artífices criada em 1909, oferecia cursos para artesãos (sapataria, marcenaria, alfaiataria e serralheira)”, lembra o diretor. “Atualmente, temos uma oficina de luteria funcionando no Instituto, mas, até então, só trabalhávamos com xilofone. Agora, a partir dessa experiência, a meta é incorporar a fabricação de rabecas dentre os cursos oferecidos”, planeja Lerson.
O IFRN-Cidade Alta também funciona como centro cultural, com galeria de arte, auditório-teatro, museu de brinquedos infantis tradicionais e memorial do ensino técnico no RN. “Inclusive, estamos com inscrições abertas para cursos gratuitos nas áreas de dança, teatro, flauta e coral infantil”, informou. Qualquer pessoa interessada pode participar e as inscrições seguem até a próxima segunda-feira (28).
Os professores do IFRN-Cidade Alta, Roderick Fonseca (rabequeiro do grupo Café do Vento) e Arlindo Ricarte, participaram do evento e Arlindo falou sobre o funcionamento da luteria: “Trabalhamos com instrumentos para fins pedagógicos, e o xilofone a marimba são os melhores para desenvolver a iniciação musical. Também estamos experimentando a fabricação de saxofones de bambu, pífanos de PVC e ‘claricano’. Nosso foco é geração de renda”, disse.
Maciel Salu: filho de salustiano mantém tradição
Outro convidado ilustre presente no Encontro é o rabequeiro pernambucano Maciel Salu, neto de João Salustiano e filho do famoso Mestre Salustiano. “Só vamos conseguir mudar a realidade do Brasil investindo em Cultura, e nem preciso dizer que iniciativas como essa reforçam essa teoria”, disse Maciel. Para ele, os Mestres são detentores de um conhecimento especial que pode se perder se não houver maior atenção por parte do poder público. “A arte tem a capacidade de tirar pessoas do mal caminho, da alienação que impera no meio dessa tal globalização”, garante.
Em tempo, as atividades do Conexão Felipe Camarão são patrocinadas, através da Lei federal de incentivo à Cultura Rouanet pelo Programa Petrobras Cultural e pelo Ministério da Cultura, mais apoio do Banco Votorantim e do Banco do Nordeste.
Luthier paulista ensina sua arte
O luthier paulista Fábio Vanini, em Natal desde o dia 18, onde ministra curso de luteria até o dia 25, salienta que a rabeca é um instrumento essencialmente artesanal: “Ninguém vai até uma loja de instrumentos para comprar uma rabeca, pois, antigamente, era o próprio rabequeiro quem construía seu instrumento, então fica muito difícil competir competir com produtor fabricados em série. Também não há escola para se aprender a tocar”, diz Vanini. Sobre o grupo de alunos que participa do curso, o paulista vê grande potencial e aponta algumas particularidades: “Tem gente muito capacitada, desde um engenheiro (o professor Ricarte) que tem plena consciência da acústica, até gente que não sabia nem pegar em um martelo”. O luthier destacou o aprendiz Severino Roque Batista, 50, que tem vivência com o maracatu. “Roque vem de uma família de artistas populares, cresceu ouvindo rabeca, mas só agora está aprendendo a construir uma”, anima-se Vanini.
Depois do blog sobre os buracos da cidade, pois é, pagamos IPTU, IPVA entre outros tributos e para onde vai essa fortuna? Para o buraco, que são grandes e muitos!
Diante desta vergonha um grupo de jovens criaram um blog http://buracosdenatal.wordpress.com/ para que as pessoas enviem fotos e o endereço, assim eles cadastraram muiiiiiiiiiiiiiiiiitos buracos!
Que tal praticar mergulho?
Cadê a prefeitura que só faz cobrar imposto? Onde estão os órgãos responsáveis?
Agora, o site do jornal Tribuna do Norte também está na luta contra os buracos, é um bom sinal, falta a população cobrar das autoridades (in)competentes que cumpram o seu papel!
Leia a matéria do jornal:
TRIBUNA mapeia buracos da Capital
A população de Natal está empenhada em denunciar as vias que mais têm buracos na capital potiguar. Desde a sexta-feira (18), os internautas que acessam o portal TN Online, da TRIBUNA DO NORTE, já enviaram mais de 80 fotos de buracos em ruas e avenidas da cidade, aguardando que os órgãos competentes providenciem o conserto nos locais. As denúncias vêm de todas as regiões da cidade.
Entre as quatro regiões administrativas de Natal (Leste, Oeste, Norte e Sul), as foto enviadas são, na maioria, das regiões Leste e Oeste. Os “campeões” de denúncias acerca de buracos são os bairros do Bom Pastor, Dix-Sept Rosado e Nazaré, na zona Oeste, e Ribeira e Rocas, na zona Leste. São expostas desde pequenas falhas no asfalto, até crateras que impedem a passagem de qualquer tipo de veículo pela rua. O mapeamento dos buracos continua.
Com o auxílio de sistema localizador por satélite e as informações dos internautas, o TN Online está expondo à população a situação de ruas e avenidas por todos os pontos da cidade, contribuindo para a cobrança de providências por parte das autoridades. Para contribuir, o leitor precisa apenas informar a localização exata dos buracos, com nome da rua, pontos de referência e outras vias que ficam próximas ao buraco denunciado, além de enviar a foto expondo a situação. Os internautas também podem mostrar áreas de alagamento frequente ou vias que não têm pavimentação.
As informações são recebidas pelo TN Online através do próprio portal, onde os internautas carregam a foto e informam a localização dos buraco. O endereço para 0ferecer as informações é o www.tribunadonorte.com.br/buracos/colabore.
“Superlua” será vista no RN a partir das 17h24 de hoje
Publicação: 19 de Março de 2011 às 00:00
A “Super” Lua Cheia deste sábado deverá aparecer no céu de Natal às 17h24. A partir deste momento, a olho nú, o espectador noturno terá a impressão que o satélite natural da Terra estará maior. Á s 19h09 ela estará no ponto mais próximo à terra O fenômeno ocorre a cada 15 anos, em média, e é devido ao fato da lua alcançar o ponto em que mais se aproxima do nosso planeta.
O momento em que a lua estará mais próxima da Terra será às 19h09
alex régis
Mais brilhante (até 25% da média de luminosidade refletida nos demais períodos), o a lua só terá influência maior nas marés. O capitão dos portos, Alan Kardec, informa que para as embarcações que estiverem em alto mar, a maré cheia não tem muita influência, mas para os barcos atracados e para quem estiver na praia haverá uma mudança significativa. Entre as 23 horas e 17 horas deste domingo, a maré vai aumentar em 2,80 metros, praticamente três metros.
“É como se uma pessoa tivesse um barco atracado no chão de sua casa e mais tarde o barco tivesse batendo no teto”, comparou o capitão dos portos de Natal.
O professor das disciplinas de Física e Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Renan de Medeiros, descarta qualquer influência da “superlua” nos recentes eventos naturais do Japão. “Muitas pessoas me telefonaram se isso tinha alguma relação com às catástrofes na terra, mas o que influência é nas ressacas maiores das marés”.
Mesmo com uma diferença de quase uma década separando a “superlua” de 1992 para a que ocorrerá no próximo sábado, o professor Renan Medeiros diz que isso “é um fenômeno corriqueiro” e também “uma coincidência” pelo fato de ocorrer na lua cheia.
A órbita da lua em torno da terra é elíptica e não circular. Quando o satélite lunar está mais distante da Terra, explicou Renan, ocorre o apogeu, que no máximo pode atingir uma distância de 405 mil quilômetros, enquanto a distância média é de 384 mil quilômetros. Neste sábado, a lua deve atingir uma distância de 360 mil quilômetros da Terra.
A última vez que a lua passou tão próxima à Terra, foi em 10 de janeiro de 2005, por coincidência nos dias próximos dos terremotos ocorridos na Indonésia, país da Oceânia, que registrou 9.0 na escala Richter. Previsões de “superluas” ocorreram 1955, 1974 e 1992.
Julgamento que aconteceria hoje ainda não tem nova data
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.167 que trata da Lei do Piso e que seria votada hoje, 17, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foi retirada da pauta de votação.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.167 que trata da Lei do Piso e que seria votada hoje, 17, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foi retirada da pauta de votação.
O ministro Cezar Peluso afirmou que irá se reunir na terça-feira, 22, à tarde, com os deputados da Frente Parlamentar para debater a questão do Piso e só então colocará a Ação na pauta de votação. A reunião será acompanhada pela direção da CNTE que aproveitará o momento para exigir do Presidente do STF a data precisa do julgamento. Com isso, a Confederação poderá preparar as atividades em frente ao Supremo.
Parte da diretoria da CNTE estava presente no Supremo quando recebeu a notícia. (CNTE, 17/03/11)
O Supremo Tribunal Federal deverá votar o mérito da ADI 4.167, que trata da Ação Direta de Inconstitucionalidade movida contra a Lei 11.738, pelos governadores considerados “Inimigos da Educação, Traidores da Escola Pública”, na próxima quinta-feira (17). E desdobramentos importantes ocorrerão a partir de então.
Caso se consolide um cenário favorável aos trabalhadores, mantendo-se inalterada a Lei do Piso, a educação pública ganhará importante reforço para elevar sua qualidade no médio prazo. Isso porque com profissionais mais valorizados e com melhores condições de trabalho, aliadas as políticas de formação profissional, gestão democrática e de financiamento, debatidas em âmbito do novo Plano Nacional de Educação, mais fácil será antecipar os patamares do Ideb pretendidos apenas para 2022.
Ainda do ponto de vista desta perspectiva, a luta dos trabalhadores em educação se concentrará - ainda que por vias judiciais - na imediata vinculação da referência do Piso Nacional do Magistério aos vencimentos iniciais das carreiras em todos entes federados, observado o percentual mínimo de hora-aula atividade na composição da jornada de trabalho e a instituição de planos de carreira, conforme estabelece a norma federal.
Percebe-se, assim, que o STF está prestes a julgar o cerne da Lei 11.738, sem o qual a legislação torna-se inócua, como temos visto nos últimos dois anos e meio desde a sanção presidencial.
Contudo, se a decisão for contra os preceitos da Lei do Piso, neste caso, a CNTE e seus sindicatos filiados terão de travar nova mobilização no Congresso Nacional, a fim de amoldar, explicitamente, o pacto federativo, em matéria educacional, frente aos princípios da República Federativa do Brasil expressos no art. 3º da Constituição Federal.
Oxalá, portanto, a educação e o futuro do país saiam vitoriosos nesse julgamento do STF.
A expectativa é grande
15-03-2011
Indefinição sobre o cumprimento da Lei do Piso do Magistério está perto do fim
A CNTE, entidade que representa aproximadamente dois milhões e meio de professores e funcionários de escola, espera que o dia 17 de março seja a data em que a Lei do Piso terá definitivamente que ser cumprida por todos os estados e municípios. "Nossa expectativa é de que o Supremo respeite o desejo do povo que teve o apoio do Congresso Nacional ao votar por unanimidade em favor do Piso", afirmou o presidente da CNTE, Roberto Leão.
A ADI, impetrada em 2008 por cinco estados ((MS, PR, SC, RS e CE), contesta alguns pontos da Lei 11.738, sancionada no mesmo ano, também conhecida como Lei do Piso do Magistério.
Entenda o caso
Em 2008, o então presidente Lula sancionou a Lei 11.738, conhecida como Lei do Piso do Magistério e que regulamenta a base salarial dos professores em todo o Brasil. Na época, a Lei determinava um valor de R$950,00, somados aí o salário e as gratificações e vantagens para uma carga horária de até 40 horas semanais para os profissionais com formação de nível médio. O valor ainda que não fosse o ideal e reivindicado pela CNTE, dava forças para que a categoria seguisse confiante no trabalho e na luta por um salário melhor.
Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará contestaram e, com o argumento de que não tinham recursos para pagar o valor determinado em Lei, entraram no mesmo ano com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Em dezembro de 2008, a Ação foi julgada (liminarmente) pelo Supremo que reconheceu a legitimidade da Lei, porém com a limitação de dois dispositivos: o da composição do piso e o que trata da jornada fora de sala de aula. Estes dois pontos ficaram para ser julgados mais tarde e são estes pautados para julgamento no dia 17. Em janeiro deste ano o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, pediu a exclusão do seu estado da Ação. Pedido que foi negado pelo ministro Joaquim Barbosa, já que, no entendimento dele, o relatório já havia sido entregue.
Composição do Piso
Segundo os governadores que entraram com a ADI, os estados não estão preparados para suportar a despesa de pagar um valor mínimo para os professores. Argumento que foi arduamente contestado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, no texto que criou o Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), em 2006, já havia a previsão para a instituição de um piso nacional para os professores. "Eu entendo que essa ADI não deva prosperar porque foi feita uma mudança na Constituição prevendo o piso. Então, se foi feita uma emenda constitucional, não há porque julgar inconstitucional uma lei que regulamenta esse dispositivo", alegou.
Além disso, o MEC anunciou que vai liberar este ano 1 bilhão de reais para as prefeituras que comprovarem que a falta de dinheiro foi causada exclusivamente pela implementação do Piso e seus reajustes. Em fevereiro, o MEC reajustou o valor do Piso de R$1.024,00 para R$1.187,97.
Jornada extraclasse
A Lei define no parágrafo quatro do artigo 2º o cumprimento de, no máximo, 2/3 da carga dos professores para desempenho de atividades em sala de aula. Sobre este ponto, os governadores alegam que com o aumento das horas que cada professor terá que cumprir para o planejamento das aulas e a consequente diminuição das horas dentro de sala de aula, os estados vão ser obrigados a contratar mais profissionais. Com a aprovação da Lei do Piso os mestres devem reservar 33% do seu tempo com planejamento. Para os governadores, esta obrigação interveio na organização dos sistemas de ensino estaduais. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) diz como seriam os sistemas de ensino nos estados, mas cada estado tem sua autonomia.
Para a CNTE, o tempo destinado para o planejamento das aulas é importante para elevar a qualidade do ensino. “Um professor sem tempo para planejar o que irá passar para o aluno, acaba fazendo um mau trabalho. Esta jornada extraclasse não é para descansar. Continua sendo mais uma etapa do trabalho”, explicou Leão.
Mobilização dos trabalhadores em educação
Desde então, a CNTE e as suas 41 entidades afiliadas se mobilizam para pedir urgência no julgamento da Ação e que os ministros reconheçam a legitimidade da Lei. No ano passado preparou um dossiê que reúne 159 depoimentos com as angústias dos educadores de todo o país sobre o não cumprimento da lei do Piso. O documento foi entregue no dia 16 de setembro do ano passado ao ministro da Educação, aos presidentes da Câmara, do Senado e do STF.
A mobilização rapidamente surtiu efeito. Um dia após a manifestação, o ministro relator Joaquim Barbosa entregou o relatório da Ação, documento que faltava para que a ADI entrasse na pauta de votação do STF. “O não julgamento da Ação tem causado um problema enorme que são as múltiplas interpretações que os gestores fazem da lei. Temos que acabar com isso, para que possamos construir uma educação pública de qualidade”, ressaltou Leão.
Reajustes
Além da luta pela implementação do Piso, a CNTE briga pela aplicação do reajuste conforme estabelece a Lei. A lei aprovada pelo Congresso fixa como parâmetro o aumento de gasto por aluno/ano no Fundeb. A divergência é se deve ser considerada a variação do ano anterior, isto é, de 2009 e 2010, ou a atual, de 2010 para 2011. A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que, em 2011, só existe uma estimativa de receita e que seria temerário dar um reajuste com base em previsões. Já a CNTE diz que a lei é clara e fala no ano atual e aconselha os sindicatos a contestarem o Piso do MEC na justiça.
No ano passado o MEC reajustou o Piso de R$950,00 para R$ 1.024,67, mas a CNTE reivindicou o aumento para R$ 1.312,85, que, infelizmente, não foi atendida. Para este ano, a CNTE afirma que o reajuste deveria ser de 21,71%, o que elevaria o valor do Piso para R$1.597,87. No dia 24 de fevereiro o MEC anunciou o reajuste de 15,84%, o que significa que o valor do Piso dos Professores passa a ser de R$1.187,97. Uma diferença considerável.
Para Roberto Leão é importante que a Ação seja julgada agora. “Temos muitos estados em greve por culpa, principalmente, da má remuneração dos educadores. Convocamos nossas afiliadas a lutar pela correta aplicação do Piso. Temos a convicção de que não é justo protelar mais este julgamento e que o STF irá honrar a Casa votando não apenas a favor dos professores, mas de toda a nação que depende de cidadãos bem educados para levar o país rumo ao progresso”, concluiu. (CNTE)