terça-feira, 15 de março de 2011

Crise no jornalismo potiguar

       Caros amigos, todo dia, por volta de 6h da manhã eu vejo as notícias do RN nos jornais on line, entre eles o NOMINUTO.COM, porém, com muita tristeza, percebi que o site está fora do ar exibindo a seguinte nota:

É com imensa tristeza que eu tenho de falar sobre a crise que se instalou no portal de notícias Nominuto.com. Desde a última sexta-feira, o portal está fora do ar cumprindo minha determinação para se refazer e entrar numa nova fase.
Pode ser o fim do Nominuto? Talvez. Afinal, este é o risco de qualquer empresa que enfrenta dificuldades financeiras e que está sujeita às intempéries de mercado. Eu tenho total consciência dos perigos que rondam minha empresa neste instante.
Mas eu acredito que estamos iniciando um processo que pode consolidar e tornar o portal Nominuto.com mais forte. Porque, independente da crise, o Nominuto é uma marca que conquistou o respeito e a credibilidade de milhares de internautas ao longo de quase quatro anos de atividades.
Isto se reflete em quase um milhão e meio de páginas visitadas por mês, até 900 mil visitantes únicos por mês, e numa audiência diária de até 70 mil páginas visitadas, segundo dados do Google Analytics, que mede os números da Web.
O Nominuto, graças a Deus, é sinônimo de jornalismo on line de boa qualidade e de atualização ágil no cotidiano da imprensa potiguar.
É bom lembrar que o portal Nominuto surgiu em junho de 2007 como veículo de comunicação voltado exclusivamente para o jornalismo on line, fato considerado inédito no jornalismo do Rio Grande do Norte. O ineditismo se deve ao fato de toda a estrutura e profissionais terem sido direcionados ao jornalismo diário com uma redação de médio porte cobrindo as notícias das principais editorias - Política, Cidades, Economia, Esportes, Polícia, Brasil e Mundo.
Antes do Nominuto houve a experiência do Cabugi.com, que não seguiu adiante por causa da crise que culminou com a venda do antigo sistema de comunicação da Televisão Cabugi, atual Intertv. Mas, diferente do Nominuto dedicado exclusivamente à net, o Cabugi.com fazia parte da então TV Cabugi.
Desde o início, eu senti que este seria um dos maiores desafios da minha carreira profissional. E está sendo. Pelo sucesso que o Nominuto conquistou em pouco tempo de atividade e pelas dificuldades que eu tenho enfrentado para financiá-lo.
Eu não me dispus a fazer um blog jornalístico quando eu pensei em criar o Nominuto.com. Meu propósito sempre foi e será coletivo.
O Nominuto.com tem de ser entendido como veículo de comunicação, um portal que junta conteúdo de qualidade por meio de notícias, blogs, interatividade, ações de multimídia e de entretenimento.
O Nominuto já surgiu robusto, com jeito de gente grande. Ao longo destes quase quatro anos, já tivemos uma equipe formada por 45 trabalhadores, entre profissionais, estagiários e prestadores de serviço. Isso sem contar os colaboradores em blogs especializados.
Realizamos sabatinas memoráveis na Fiern - Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte - e, ano passado, um dos principais debates da campanha eleitoral com os candidatos ao Governo.
O Nominuto entrevistou, por meu intermédio, os principais candidatos à Presidência da República na última eleição - José Serra, Marina Silva e Dilma Rousseff.
O Nominuto surgiu como portal, mas teve sua versão impressa - o Nasemana, semanário que muito me orgulhou e que contou com boa recepção do público leitor em um ano e meio de circulação. Eu tive que suspender o jornal impresso pela falta de aceitação do mercado e pela constatação de que a mídia impressa tem perdido cada vez mais espaço para as chamadas mídias eletrônicas - TV, rádio e web.
Em 2009, o Nominuto também ganhou a sua versão televisiva quando eu passei a explorar, em parceria com a Cabo Telecom, um canal na TV fechada, o canal 27, nossa TV Nominuto.
E assim será no rádio, caso eu coloque em prática a ideia de ter uma rádio na web ou em sinal aberto. Porque eu entendo o Nominuto como uma plataforma de conteúdo que pode ser instalada em qualquer das mídias. O carro-chefe é o portal de notícias on line. Mas as demais mídias - TV, impresso e rádio - complementam o esforço de comunicação naquilo que os estudiosos apontam como convergência.
Então, o negócio do Nominuto representa o futuro da comunicação no Rio Grande do Norte. Este tipo de empreendimento já é uma realidade mundo afora e nos principais centros de comunicação do país. Mas ainda engatinha no nosso estado.
Manter o Nominuto ou qualquer veículo de comunicação custa caro. Muito caro.
O portal Nominuto funcionou até agora com até 45 funcionários, cobrindo o noticiário das 7 da manhã às 9 da noite, com equipes na rua, de domingo a domingo. Tudo isso nos custou caro. E a receita do Nominuto é originária exclusivamente da publicidade, a exemplo do que ocorre com os veículos rádio e TV.
A grande dificuldade do Nominuto é se inserir no mercado on line ainda em formação, onde as agências de publicidade estão aprendendo a lidar com as mídias na web e cujo investimento da verba publicitária ainda é incipiente, de pouco valor agregado que atenda às necessidades de um veículo de comunicação do tamanho do portal.
Esta é uma de nossas maiores dificuldades. Aguardar o crescimento da verba publicitária nos veículos on line. Esse fenômeno já está ocorrendo, mesmo de maneira tímida, em nosso mercado. Mas é preciso que seja acelerado.
Eu sei que estou ajudando a fazer esse mercado. Eu me sinto uma espécie de bandeirantes abrindo a picada na mata, desbravando novas terras e novos caminhos. Quem vier depois vai encontrar o caminho aberto, sem tantos espinhos e obstáculos. Mas, por enquanto, a parada é duríssima.
Com este mercado on line em construção, resta ao portal Nominuto cair na vala comum da verba de propaganda das instituições públicas - governos, prefeituras, Assembleia e câmaras municipais.
Todos os veículos de comunicação deste estado, sem exceção, são dependentes da verba pública. Uns mais, outros menos. Mas todos têm governos e parlamentos como clientes preferenciais.
E neste cenário o Nominuto está sujeito aos atrasos nos pagamentos de serviços prestados - coisa corriqueira no serviço público - e aos humores dos governantes de plantão. Haja jogo de cintura para tocar o trabalho jornalístico com seriedade e responsabilidade sem comprometer a vida financeira das empresas. Às vezes, não dá.
A atual crise do Nominuto, a maior de sua existência, se deve à conjugação de alguns fatores e remota ao ano passado.
Em primeiro lugar, o Congresso Nacional regulou o uso da internet na campanha eleitoral, mas impediu a propaganda paga nestes veículos.
O horário gratuito nunca foi gratuito no rádio e na TV. E os jornais impressos têm direito à venda de espaços para políticos e partidos. Esta receita é negada hoje aos portais e veículos na web. Ou seja, no período da campanha eleitoral não tivemos receita.
Em segundo lugar, clientes como o Governo do Estado e Prefeitura de Natal entraram em crise financeira. A dificuldade de pagamento é uma dura realidade para o Nominuto desde o ano passado e segue este ano.
Em terceiro lugar, a verba das empresas privadas não é suficiente para bancar os custos do veículo.
Essa conjugação de problemas resultou no atraso de folhas dos colaboradores do portal.
Até junho do ano passado, eu contava nos dedos da mão os dias de atraso no pagamento da minha folha. Em três anos e meio, os pagamentos dos funcionários foram realizados religiosamente em dia. De outubro para cá, eu acumulei folhas de pagamento.
E eu sempre conversei abertamente com os meus funcionários e dizia: no dia que eu juntar uma folha na outra, estará na hora de rever o funcionamento deste negócio.
E foi isso que ocorreu para meu desespero. Meu maior gasto é com pessoal. Não tenho grandes máquinas, grandes estruturas no portal. O Nominuto é o que é, respeitado e reconhecido como o portal de notícias mais atualizado do Rio Grande do Norte, pelo trabalho dos seus profissionais, pelo desempenho da redação, da qual eu sempre me orgulhei.
Sem pagar em dia, eu fui perdendo boa parte da redação. Gente que começou comigo e que me ajudou muito na construção do Nominuto. Gente qualificada, extremamente comprometida, a quem devo uma gratidão eterna pelo empenho e dedicação nestes dias difíceis. Eu sempre serei grato aos que fizeram parte do Nominuto.
Eu tive um dos piores finais de ano da minha vida adulta e também profissional. Por conta da crise, eu não pude pagar os salários dos meus funcionários. E isso me derrubou. Passei o Natal mais triste da minha vida. Um fim de ano sem ter o que comemorar.
Mas me enchi de esperança para 2011, ano novo, vida nova. Esperançoso que, logo nas primeiras semanas, tivéssemos um cenário mais promissor.
Ledo engano. A crise de 2010 entrou por 2011. E as perspectivas continuam sombrias, principalmente no setor público.
Diante de tudo isso, da falta de garantia para cumprir minhas obrigações com a equipe do Nominuto, eu resolvi paralisar as atividades do portal de notícias para refazê-lo, reconstruí-lo. E tentar salvá-lo.
Essa decisão me doeu muito. Mas foi necessária. O medo de perder o Nominuto, a angústia provocada pelas incertezas e a tristeza devem dar lugar ao desejo de resolver seus problemas e criar as bases para uma nova etapa.
Eu sou um homem de atitude. Eu não tenho medo de enfrentar qualquer situação difícil, por mais que ela possa me abater em algum momento. Eu sei o tamanho da minha responsabilidade e dos compromissos que assumo.
A coragem ou ousadia que eu tive na hora de criar o Nominuto será a mesma de uma possível decisão de encerrar suas atividades definitivamente. E isto eu não quero. Vou lutar até onde puder para manter este projeto de pé, altivo e respeitado.
Porque o Nominuto virou sobrenome meu - Diógenes Dantas Nominuto. Dia desses, num supermercado da cidade, uma senhora gritou no estacionamento: "Nominuto! Tudo bem com você? Gosto muito do seu trabalho".
Pois é. Diógenes Dantas é Nominuto. E, confesso a vocês, não sei como eu vou ficar se o Nominuto deixar de existir. Uma parte de mim vai morrer junto com ele.
Para encerrar este esclarecimento, necessário e cobrado pelos internautas do Nominuto desde a última sexta-feira (11), eu quero agradecer novamente à minha querida equipe de trabalho.
Muitos sabem a importância que eu dou aos profissionais que trabalham comigo. Aliás, quem me conhece sabe o valor que eu dou às pessoas que fazem parte da minha equipe. Ao longo de dez anos em Natal, depois que voltei de Brasília, coordenei o trabalho de várias dezenas de profissionais na TV Assembleia , no Jornal 96, na TV Tropical, na TV Ponta Negra, no Diário de Natal e no Nominuto.com. Aprendi muita coisa com todos eles e me descobri um bom montador de equipes e revelador de talentos na comunicação social. Agradeço a todos.
Em nome da jornalista Delma Lopes, coordenadora do Nominuto, principal companhia e meu braço direito nestes momentos difíceis, eu quero demonstrar minha gratidão todos os que fizeram parte do Nominuto. Todos, sem exceção. Porque, de uma forma ou de outra, todos foram parceiros e solidários na busca de soluções para os problemas criados.
A crise do Nominuto não é a primeira nem será a última da minha carreira profissional. E como ocorreu em várias ocasiões, eu devo superar as dificuldades e esperar melhores dias. E a vida segue adiante.
No instante em que minha empresa enfrenta grande dificuldade, este Nominuto que é como um filho para mim que agora me preocupa, eu inicio hoje um programa jornalístico na SimTV, o SimNotícias com Diógenes Dantas.
Eu espero fazer do SimNotícias mais um caso de sucesso na minha carreira profissional, como eu prometi aos empresários Paulo de Paula e André de Paula, controladores da SimTV, meus parceiros.
Levo para o novo programa toda a experiência que amealhei ao longo de 23 anos de jornalismo.
Eu vou me entregar ao projeto de corpo e alma como sempre fiz. Afinal, eu sou Diógenes Dantas "Nominuto".

Diógenes Dantas - diretor e editor geral do Nominuto.com

Leia no site http://www.nominuto.com/

segunda-feira, 14 de março de 2011

BURACOS DE NATAL

            A situação de Natal-RN está tão vergonhosa que algumas pessoas decidiram criar um blog só sobre os buracos que existem nas vias públicas! O IPTU que nós pagamos está indo para o buraco? Só pode!
           Se na sua rua, ou no caminho da escola ou do trabalho tem um buraco na rua, entre em contato com o blog Buracos de Natal e envie a foto e o nome das rua, é só acessar http://buracosdenatal.wordpress.com/

domingo, 13 de março de 2011

Superamos 10.000 acessos!!!

Festa!!!!!!!!
Mais de 10.000 acessos!!!


          
Agradecemos a todos(as) que acompanham e visitam o nosso blog!!!

Superamos os 10.000 acessos!!!

Natal-RN: impo$to$ e o$ elefante$ branco$...

Elefante Branco? Em Natal-RN?

Apesar da semelhança entre o formato do mapa do Rio Grande do Norte e as formas do elefante, a capital, Natal guarda mais semelhanças com o paquiderme branco (elefante branco).

Mas qual o significado da expressão "elefante branco"?
Significa coisa grande e vistosa , mas que não serve para nada.
"De acordo com o professor Ari Riboldi, no seu livro 'O Bode Expiatório', a expressão teve origem em um costume do antigo Reino de Sião, atual Tailândia. Lá, o elefante branco era raríssimo e considerado animal sagrado.
Quando um exemplar era encontrado, deveria ser imediatamente dado ao rei. E, se um dos cortesãos, por alguma razão, caísse na desgraça do rei, este o presenteava com um desses raros animais.
Não podia recusar o presente, nem passá-lo adiante, afinal era um animal sagrado e um presente real. A obrigação era cuidar, alimentar e manter o pelo do animal sempre impecável - o que representava grande custo e trabalho constante, sem nenhum retorno ou utilidade prática."

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI3891138-EI8399,00-De+onde+vem+a+expressao+elefante+branco.html



Agora que você já sabe o significado da expressão "elefante branco", leia sobre Natal-RN e os elefantes brancos e reflita sobre o destino que os governantes dão aos muitos e caro$ imposto$ que pagamos...

Natal e seus elefantes brancos 

(Jornal Tribuna do Norte)

Publicação: 13 de Março de 2011 às 00:00
Ricardo Araújo - repórter

Algumas das obras concluídas, subutilizadas e mesmo “fechadas” pela Prefeitura Municipal do Natal, Governo do Estado e União, somam juntas cerca de R$ 212 milhões em investimentos iniciais.  Os valores não incluem os aditivos contratuais.  Elas foram erguidas para tratar esgotos, abrigar complexos culturais e de lazer e expandir o comércio e a economia do Estado. Imponentes, mas sem funcionalidade alguma no momento, muitas vezes por decisão político-partidária.

 Se o intelectual Luís da Câmara Cascudo fosse vivo hoje, poderia  incluir uma nova expressão ao apelidado dado a Natal. O  codinome poderia ser: Noiva do sol e dos “elefantes brancos”. Indo além das zonas Norte e Sul, passando pela região metropolitana, algumas dessas obras poderiam e deveriam estar beneficiando a população. Mas os gestores esqueceram, porém, do conceito de  funcionalidade atemporal ou circunstancial, orientando os projetos com planejamento, equipamentos e funcionários treinados para atenderem ao público e dar utilidade às estruturas físicas.

Em alguns casos, quando esse planejamento existe e o projeto começa a funcionar, o gestor público seguinte coloca o interesse político acima do público e abandona a obra, como é o caso do Parque da Cidade, que há mais de dois anos foi fechado e sua reabertura sucessivas vezes adiada.

E outros casos, como o Espaço João Paulo II, conhecido como Papódromo, a obra não teve um planejamento de uso e nos últimos 20 anos foi subutilizado. O Papódromo foi construído  em uma das áreas nobres e mais valorizadas de Natal. Na época, em 1991, a obra custou Cr$ 270 milhões (de cruzeiros). Um valor absurdo para a época. A estrutura, cujo formato lembra um chapéu de freira, serviu apenas para receber o Papa João Paulo II e os fiéis católicos no 12º Congresso Eucarístico Nacional no mesmo ano.

As reportagens relatando o descaso com o local começaram a ser veiculadas três meses após o evento. O tema, porém, não deixou de ser factual. Hoje,  quase 20 anos depois, a situação permanece a mesma. O prédio abriga hoje um restaurante popular que serve em média 600 refeições diariamente e  a sede da Coordenadoria de  Administração Penintenciária (Coape).

Para a professora do Departamento de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Maria do Livramento Miranda Clementino, falta a aplicação de uma gestão pública mais elaborada. “Do meu ponto de vista, algumas são obras concluídas que  foram erguidas fora de uma politica pública integrada. Foram construídas para atender necessidades pontuais”, ressalta.

Considerada a maior obra de saneamento básico do Rio Grande do Norte, a Estação de Tratamento de Esgotos do Baldo, foi inaugurada pela ex-governadora Wilma de Faria em março de 2010, mesmo sem estar funcionando. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) prometeu sucessivos inícios de operação, sem sucesso. Um ano depois,  falhas operacionais adiam ainda mais o aumento dos índices de saneamento em Natal. Somente 33% da população natalense tem esgoto coletado e desse volume, apenas 30% é  tratado.

Com um plano de mobilidade orçado em R$ 72 milhões advindos do Programa Pró-Transporte e gerido pela Prefeitura Municipal, o complexo viário do conjunto Nova Natal está pronto e inútil. A população que mora às margens do viaduto sofreram com as obras, visualizam acidentes no entorno das vias quase todos os dias e questionam os motivos pelos quais a obra não é, de fato, entregue a quem mais precisa.

Obras:

Espaço João Paulo II – Papódromo
Júnior SantosEspaço João Paulo II (Papódromo) - Valor da Obra: Cr$ 270 milhões - Cerca de R$ 15 milhões atuaisEspaço João Paulo II (Papódromo) - Valor da Obra: Cr$ 270 milhões - Cerca de R$ 15 milhões atuais

- Valor da Obra: Cr$ 270 milhões - Cerca de R$ 15 milhões atuais
- Objetivo: Receber o Papa João Paulo II e em seguida se tornar centro de cultura
- Situação atual: Abandono total. Inaugurado em 1991,  criou-se a esperança de que o espaço fosse um local apropriado para apresentações artísticas e culturais direcionadas a grandes públicos. O local está com infiltrações nas paredes, mato e lixo por todos os lados. 
O objetivo da última
reforma era abrigar restaurante e atividades direcionadas para o público em geral. Só funciona o restaurante.

Complexo Cultural da zona norte
Adriano AbreuComplexo Cultural da Zona Norte - Valor da obra: R$ 4.985.000,01Complexo Cultural da Zona Norte - Valor da obra: R$ 4.985.000,01

- Valor da obra: R$ 4.985.000,01
- Objetivo: Ser um centro de cultura
- Situação atual: Subutilizado. Com a desativação do complexo prisional e com o objetivo de apagar da mente da população da zona Norte, as cenas de terror vividas nos anos em que a prisão abrigou centenas de detentos, o Governo Estadual decidiu construir o Complexo Cultural, entregue noprimeiro semestre do ano passado. Estrutura moderna, salas amplas, auditórios modernos. A maior parte do Centro está, porém, sem ser utilizada. Estima-se que com a conclusão do prédio da Universidade Estadual, funcione em sua plenitude.

Ecocentro do IDEMA
Ana SilvaEcocentro do Idema - Valor da Obra: R$ 5.102.728,73Ecocentro do Idema - Valor da Obra: R$ 5.102.728,73

- Valor da Obra: R$ 5.102.728,73
- Objetivo: Difundir ações de proteção ao meio ambiente
- Situação atual: Obra física praticamente concluída. Deveria ter sido entregue em  31 de dezembro passado. Ocupando uma área de 4,6 hectares, o Ecocentro receberia a parte de gerência ambiental do Estado, como a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema). Além disso, um espaço multimídia, contendo informações dos ecossistemas do estado, seria  disponibilizado.

Viaduto do Pró-Transporte
Adriano AbreuViaduto do Pró-Transporte - Valor das obras: Parte dos R$ 72.808.475,86 do projetoViaduto do Pró-Transporte - Valor das obras: Parte dos R$ 72.808.475,86 do projeto

- Valor das obras: Parte dos R$ 72.808.475,86 do projeto
- Objetivo: Desafogar as principais vias utilizadas da zona Norte
- Situação atual: Obra inutilizada O principal objetivo era otimizar o uso da Ponte Newton Navarro, desafogando o trânsito nas vias tradicionalmente utilizadas. A série de modificações integra o programa Pró-Transporte, do Governo Federal. Grande parte do valor foi conseguida com um empréstimo com o Ministério das Cidades, na ordem de R$ 57 milhões além da parceria do  Estado e Prefeitura. O viaduto na Av das Fronteiras está pronto mas liga nada a lugar nenhum.

Parque da Cidade
Júnior SantosParque da Cidade - Valor da Obra: R$ 17.000.000,00Parque da Cidade - Valor da Obra: R$ 17.000.000,00

- Valor da Obra: R$ 17.000.000,00 (quando entregue funcionando)
- Valor da reforma: R$ 3,7 milhões
- Objetivo: Área de lazer e proteção ambiental
- Situação atual: Há quase dois anos fechado, por isso precisa de obras derecuperação que estão  atrasadas e sem data para ser concluídas. Aquele que deveria ser um dos principais cartões postais da cidade, por sua beleza, vive dias de penúria. Exemplo de que alguns gestores colocam questões políticas acima da pública.  A população natalense e turistas deixam de usufruir uma bela obra de Oscar Niemeyer.

Estação de Tratamento Baldo
Adriano AbreuEstação de Tratamento do Baldo - - Valor da Obra: R$ 82.000.000,00Estação de Tratamento do Baldo - - Valor da Obra: R$ 82.000.000,00

- Valor da Obra: R$ 82.000.000,00
- Objetivo: Tratar esgotos de 21 bairros da capital
- Situação atual: Obra concluída e sem funcionamento. Foi inaugurada oficialmente em março do ano passado, mas até hoje não funcionou.  A ETE do Baldo cumpria desde sua “inauguração” uma interminável programação de testes antes de iniciar suas operações  propriamente ditas. A maior obra de saneamento básico do Rio Grande do Norte, parou de funcionar em caráter de pré-operação desde o dia 23 de janeiro sem qualquer comunicado público.

Presépio de Natal
Júnior SantosPresépio de Natal - Valor da Obra: R$ 1.700.000,00Presépio de Natal - Valor da Obra: R$ 1.700.000,00

 Valor da Obra: R$ 1.700.000,00
- Objetivo: Ser um ponto de cultura e lazer
- Situação atual: Abandono total. Inaugurada em dezembro de 2006, o Monumento foi idealizado pelos imortais da Academia Norte-rio-grandense de Letras. O projeto arquitetônico foi de Oscar Niemeyer e o painel artístico assinado por Dorian Gray Caldas. O local possui espaço para seis lojas, uma lanchonete, uma área administrativa; dois banheiros públicos; uma praça de 3.200 metros quadrados;  estacionamento e jardim.

Pista do Aeroporto de São Gonçalo
Aldair DantasAeroporto de São Gonçalo - Valor da obra (pista): R$ 60.877.137,46Aeroporto de São Gonçalo - Valor da obra (pista): R$ 60.877.137,46

- Valor da obra: R$ 60.877.137,46
- Objetivo: Pista de pouso e decolagem
- Situação atual: Pista pronta. O acesso à pista é proibido por oficiais do Exército que fazem a segurança no entorno do futuro aeroporto. A estrada que leva ao portão principal ainda é de barro e não há nenhum sinal de obra de infraestrutura das demais partes do aeroporto. O processo burocrático para a construção do Aeroporto se arrasta, mesmo assim já recebeu investimentos de mais de R$ 600 milhões. O início da licitação é previsto para abril.

Construções sem uso somam, pelo menos, R$ 212 milhões

Se dividido pela atual população natalense, aproximadamente 804 mil habitantes, o valor “doado” através dos impostos por cada cidadão para a construção das obras a seguir elencadas, o total individual giraria em torno de R$ 2,63. À primeira vista, um valor um pouco superior à tarifa cobrada pelo transporte público  na capital. Porém, quando multiplicado pelo total de habitantes, a cifra chega à casa dos R$ 212 milhões. Isso sem levar em conta os aditivos contratuais presentes em quase todos os contratos que originaram as obras listadas abaixo. Para se ter uma ideia, o valor aproxima-se da soma dos dois últimos prêmios pagos pela Mega Sena nos finais de 2009 e 2010.

Para muitas pessoas que passam em frente às construções diariamente, aqueles “elefantes” estão ali inofensivos. A população esquece, porém, de que o dinheiro utilizado para erguer obras que estão sem utilidade, saiu dos seus bolsos através dos inúmeros impostos pagos aos Governos Estadual e Municipal e União. Veja abaixo quanto já se gastou com estas obras, os objetivos de cada uma e a situação atual daquilo que se transformou, conforme o dito popular, num “elefante branco”.

Obras de Niemeyer em Natal estão esquecidas

Natal é uma das poucas cidades no Brasil, e até mesmo no mundo, que pode contar com duas obras assinadas pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer. Seus traços estão presentes no Presépio de Natal, no alto da Candelária, e na torre cujo topo lembra o formato de um olho no Parque Dom Nivaldo Monte (conhecido também como Parque da Cidade, no prolongamento da Avenida Prudente de Morais).

 O Presépio de Natal foi inaugurado em 2006e nunca teve uma utilização específica, sendo utilizados esporadicamente para feiras de artesanato. Nem mesmo nas festividades de final de ano, o espaço é utilizado como destino turístico ou palco de eventos culturais.

 No local ainda é possível visualizar uma tela de 10 metros de comprimento por 2 metros de altura do artista plástico potiguar, Dorian Grey Caldas. A pintura foi feita em parceria com Oscar Niemeyer e ilustra diversas passagens bíblicas de acordo com a interpretação do arquiteto e do artista plástico. Para Dorian Grey, a obra “morrerá” se nada for feito a tempo. “Meu sentimento é de tristeza, de pesar”, afirma.

O pintor ressalta que poucos tem a honra de trabalhar com Niemeyer. Além disso, as cidades nas quais existem obras do arquiteto, são respeitadas pela oportunidade de ter um projeto assinado por um dos ícones da arquitetura mundial. “Em todas as cidades em que o arquiteto está presente com suas obras, há uma valorização cultural. Aqui, não existe isso”, comenta Dorian.

Já o Parque da Cidade, que foi inaugurado em 2008 e funcionou em sua plenitude até o início de 2009, encontra-se numa situação lastimável. Após decisões político-administrativas da prefeita Micarla de Sousa, o Parque foi fechado com a desculpa de que obras remanescentes teriam que ser feitas. As obras que ocupavam o salão nobre da torre estão em depósitos.

A estrutura do prédio que abrigava uma biblioteca, salas de áudio-visual, administração e apoio está comprometida após mais de dois anos sem uso. Algumas portas de vidro estão quebradas, parte do teto foi retirada para conserto do ar condicionado e não foi reposta e as placas e monumentos na parte externa do prédio, envelhecem sem manutenção.

De acordo com funcionários que trabalham no local e pediram sigilo de suas identidades temendo represálias da Prefeitura, as obras de recuperação da estrutura– necessárias devido o abandono do Poder Público - caminham a passos de “tartaruga baiana”, conforme descreveu um dos empregados. A empresa contratada para realizar os serviços deveria concluir a reforma este mês, mas solicitou mais 90 dias à Prefeitura.

Para professora, quem paga pelo descaso é o cidadão

A professora Maria do Livramento afirma que, empreendimentos como o Papódromo, por exemplo, foram construídos para uma ocasião passageira e depois foram esquecidos. “Equipamentos como este não foram pensados para integrar uma gestão pública”, analisa. Para ela, a única saída para ressuscitar obras como esta seria um choque de gestão intergovernos (Estadual e Municipal).

Ainda em 1991, o então secretário que respondia pela pasta da Indústria e Comércio Estadual, Mário Roberto Filgueiras Barreto, assegurou que o Papódromo seria utilizado para realização de eventos artísticos e culturais. Inúmeras tentativas foram realizadas, todas fracassaram.

Na tentativa de modificar o histórico de abandono do local, o Governo Estadual realizou uma obra de revitalização do espaço. O complexo foi incorporado ao Centro Administrativo com o intuito de abrigar restaurantes, feiras de artesanatos, espaço para a apresentação de manifestações culturais e educativas. Desde então, somente o projeto do restaurante foi posto em prática.

Referindo-se não apenas ao Papódromo, mas a todas as obras que estão sem utilidade hoje, Maria do Livramento diz que: “Falta integrar estes equipamentos urbanos a uma política cultural mais ampla. Os governos devem interagir e discutir o que fazer com essas obras. Quem paga pelo descaso é o cidadão”, ressalta.

Embora Natal seja carente de espaços culturais, as principais obras já concluídas e ainda sem utilidade na Capital deveriam estar disponíveis para a cultura e o lazer da população. Um outro exemplo de falta de planejamento de utilização é o Centro Cultural da Zona Norte, inaugurado no primeiro semestre do ano passado. A obra – que deveria abrigar uma galeria/pinacoteca, praça de alimentação, cinco salas para a realização de oficinas de trabalhos manuais, uma sala para inclusão digital, seis lojas de artesanato, quatro lojas para alimentação, dois mini-auditórios - cada um com capacidade para 60 pessoas – e um auditório para 260 pessoas – está sendo subutilizado e não há qualquer projeto de aproveitamento total da área construída.
Fonte: http://tribunadonorte.com.br/noticia/natal-e-seus-elefantes-brancos/175258

quinta-feira, 10 de março de 2011

Novo blog (de karatê) do Júlio Patriota

Novo blog do Júlio Patriota
   Meu amigo e professor Júlio Patriota(Karatê) está com o blog novo, repaginado! Novo visual, novos posts, confiram no link http://juliopatriota.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de março de 2011

O carnaval, sociologia e história...

Carnaval Rio de Janeiro

   Brasil, visto por muitos como o país do futebol e do carnaval, mas nem o futebol, muito menos o carnaval são invenções brasileiras. O carnaval é um período de alegria, festa onde se esquece todos os problemas, o país pára, dizem "tudo só começa depois do carnaval..." Durante o carnaval, a imagem que se tem aparentemente é de uma festa alegre e "igualitária", as pessoas  fantasiadas e misturadas,  aparentam ser iguais, sem distinções sociais e econômicas.

      Antes de falarmos das origens, vamos falar um pouco sobre o carnaval usando a ótica da sociologia:
  
É uma festa popular? Embora o carnaval seja uma festa para todos, acaba, por conta da apropriação da indústria cultural e dos meios de comunicação de massa, sendo transformado em um espetáculo. O carnaval brasileiro, segundo DaMatta (1984: 75) em seu livro O que faz o Brasil, Brasil?, possibilita o encontro dos grupos e das classes sociais, das diferentes etnias. Constitui-se numa festa para todos. A troca de papéis sociais é comum, a vida diária, de casa ao trabalho, de muitas pessoas é mudada. Se a sociedade segrega e uniformiza a festa de carnaval, para quem participa, cria “(..) um cenário e uma atmosfera social onde tudo pode ser trocado de lugar (...)”.
O operário que em dias normais passa pelas ruas movimentadas vestindo seu simples uniforme e nem é notado, pode, no carnaval se fantasiar de um rei, aparecer na TV, ser reconhecido e admirado por um grande número de pessoas, pela sua destreza e agilidade de passos e coreografias ou simplesmente pela imagem que representa.
“Mas que coisa milagrosa! [...] Carnaval, pois, é inversão porque é competição numa sociedade marcada pela hierarquia. É movimento numa sociedade que tem horror à mobilidade, sobretudo à mobilidade que permite trocar efetivamente de posição social [...] Por tudo isso, o carnaval é a possibilidade utópica de mudar de lugar, de trocar de posição na estrutura social. De realmente inverter o mundo em direção à alegria, à abundância, à liberdade e, sobretudo, à igualdade de todos perante a sociedade. Pena que tudo isso só sirva para revelar o seu justo e exato oposto...” (DaMatta, 2000:78). 
"Os cão" Redinha, Natal-RN


Carnaval Olinda
A história

      Alguns estudiosos afirmam que o carnaval começou por volta de 600 a 520 a.C., uns dizem que começou no Egito, outros que começou na Grécia, mas o que se sabe é que em ambos os lugares a festa  estava ligada a antigos rituais  que celebravam a fertilidade e as primeiras colheitas.

Vejamos o que diz o site:
O carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos.
A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas.

Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência europeia. Ocorria através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas. Somente no século XIX que os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas de forma semelhante à de hoje.

A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. As famosas marchinhas carnavalescas foram acrescentadas, assim a festa cresceu em quantidade de participantes e em qualidade.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola


O carnaval chegou ao Brasil em meados do século XVII, influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como a França, o carnaval acontecia em forma de desfiles urbanos, ou seja, os carnavalescos usavam máscaras e fantasias.

Embora de origem europeia, muitos personagens foram incorporados ao carnaval brasileiro, como, por exemplo, Rei momo, pierrô, colombina, etc.

A data do carnaval brasileiro

No Brasil o cálculo da data origina-se relativamente ao domingo de Páscoa que ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.



O Carnaval baiano e o trio elétrico

Em Salvador, na Bahia, o Carnaval tem outro estilo. Os foliões saem pelas ruas dançando atrás dos trios elétricos - caminhões em cima dos quais tocam conjuntos musicais. Os inventores do trio elétrico do Carnaval baiano, foram Dodô (Adolfo Nascimento) e Osmar (Macedo). No Carnaval de 1950, a dupla saiu tocando em cima de um Ford 49. Em um ano fizeram aperfeiçoamentos e incluíram mais um membro, Temístocles Aragão, formando assim o trio elétrico em 1951. No ano seguinte uma empresa de refrigerantes percebeu o enorme sucesso do trio e colocou um caminhão decorado à disposição dos músicos, inaugurando o formato consagrado até hoje.

Outra manifestação típica do Carnaval baiano são os grupos de afoxé, formados quase que exclusivamente por negros. Esses blocos têm origem na época da escravidão, quando os negros se reuniam vestindo trajes de nobres africanos para cantar e dançar as músicas de sua terra. O primeiro grupo, a Embaixada Africana, surgiu em 1885. Desde então, a tradição se repete todo Carnaval, com negros vestidos de príncipes cantando em nagô, um idioma africano. Além dos afoxés, ou ranchos negros (como o Filhos de Gandhi e o Badauê), o Carnaval bahiano conta com os blocos afro (Olodum, Ileaiê, Malê de Balê, Olorum Babami) e os que se fantasiam de índios como os Apaches do Tororó.

O Maracatu e o frevo no Nordeste

Os mais tradicionais carnavais de rua do país acontecem em Natal, Maceió, Olinda e no Recife. O maracatu ocorre principalmente em Pernambuco e no Ceará. Os participantes vestem pesadas fantasias, cada uma representando um personagem: rei, rainha, príncipes, damas, embaixadores, cavaleiros, índios, baianas etc. Todos dançam ao som de um batuque, seguindo as "calungas", bonecas gigantes que abrem o desfile e são levadas cada uma por uma mulher.

Outra tradição pernambucana é o frevo, que tem mais força nas principais cidades do estado: Recife e Olinda. Durante o Carnaval, as pessoas dançam nas ruas ao som desse ritmo rápido, executando passos acrobáticos. A comemoração é muito animada e justifica o nome da dança, que surgiu de "ferver'.

Há grupos organizados de frevo, ou clubes. Os mais famosos são o Pás Douradas e o Vassourinhas. Merece destaque, também, o bloco carnavalesco Galo da Madrugada, um dos maiores do país. Em Olinda, o destaque fica por conta dos bonecos gigantes carregados pelos foliões que lotam as ruas da histórica cidade. O casal de bonecos mais famoso é formado pelo Homem da Meia-Noite e pela Mulher do Meio-Dia. Fonte: http://educacao.uol.com.br/cultura-brasileira/ult1687u8.jhtm